professora Maria Helena Bonilla na atividade
de Software Livre: a cibercultura em Irecê.
ANA MARGARETE BIZERRA COSTA
ELIANA TOMAZ DA SILVA
JALCINEIDE MARIA PEREIRA
Apresentação
Participando da atividade Software Livre com a Professora Maria Helena Bonilla, oferecida no curso de Licenciatura
O presente estudo apresenta um relatório da pesquisa de campo realizada, com um mapeamento dos lugares visitados, através de texto descritivo, citando a atual situação no município de Irecê, trazendo as leis, os projetos, bem como o uso do software livre na esfera pública e privada. A proposta foi a de trabalharmos em grupos de três para facilitar o desenvolvimento da atividade e sistematização de experiências e expectativas, além de nos possibilitar uma participação efetivo-ativa de cada um/a nos ambientes visitados e pesquisados.
As articulações dos trabalhos estão sendo realizadas através da lista de discussão no e-mail (ufba-irece@yahoogrupos.com.br), com contribuições reflexivas no fórum, moodle e blog. A professora e orientadora Bonilla acompanha todos os passos, e passa orientações através desses ambientes interativos.
Introdução
Este documento tem como propósito apresentar o resultado da pesquisa de campo realizada por aluno/as da Turma 2, Ciclo Dois do Curso de Licenciatura
Além de termos como objetivo a realização de uma pesquisa de campo, com participação dos atores envolvidos no processo, trabalhamos com a finalidade de adquirirmos conhecimentos, através das análises das estratégias do governo e o direcionamento para implantação de projetos de migração dos ambientes computacionais proprietários para o software livre, pelos órgãos municipais, estaduais, federais e também empresas privadas. Dessa forma, estamos nos conscientizando das vantagens operacionais e financeiras contidas no programa.
O software livre é um movimento que teve inicio na década de 80, e a UFBA vem fazendo parte deste processo, no que se diz respeito ao uso e divulgação. Entretanto, uma parcela significativa da sociedade em geral, ainda é leiga no que se refere ao programa, daí uma necessidade de expansão de seu uso. Com o estudo e as entrevistas realizadas na pesquisa de campo, percebemos que a implementação do programa implica uma melhoria da articulação sociocultural e econômica do país, a fim de conseguirmos resultados significativos. Daí a importância de levarmos ao conhecimento de nossos alunos (pensando numa esfera menor e ao mesmo tempo mais receptiva a mudanças), afim de que se mobilizem criticamente, e desde já, sejam defensores e usuários frequentes. Pois:
“O software livre corresponde a um programa de computador, com características especificas. Ao contrário do hardware (monitores, impressoras, mouses, placas, memórias etc), o software não é algo físico e, por isso, não sofre desgaste ao longo do tempo. Um software é, portanto, uma estrutura lógica, um programa que realiza funções dentro de um sistema computacional. E é, geralmente, desenvolvido por programadores que utilizam linguagens de programação para construí-lo”. ( CARTILHA...2005 p.)
É dessa forma que podemos pensar em software livre, reforçando que trata de liberdade de expressão. O mesmo se refere à liberdade que os usuários têm de executar, copiar, distribuir, estudar, modificar e aperfeiçoar o programa, tendo acesso ao código fonte. Portanto, compreendemos que temos um grande desafio como educadores, que é o de vermos o software livre com um novo olhar, proporcionando oportunidades de conhecimentos e vivência em um espaço essencialmente colaborativo. Para que isso de fato aconteça, devemos buscar continuidade de formação através das políticas públicas com a implantação de mais tabuleiros digitais e telecentros com o objetivo de favorecer nossos alunos, através de cursos básicos e pesquisas escolares.
A experiência que tivemos com este trabalho, além de nos aproximar dos ambientes, fez com que ampliássemos a nossa visão a respeito da migração do software proprietário para o software livre, desde que venhamos a fazê-lo a partir de uma concepção que vá além do treinamento técnico, buscando um processo pedagógico, que respeite o usuário, baseado no diálogo e na construção democrática de cada ambiente.
Desenvolvimento das visitas de campo
O Governo Federal vem se empenhando bastante no sentido de desenvolver projetos que contribuam com a cidadania, através de acessos aos meios tecnológicos de produção, informação e conhecimento. Relacionar políticas de inclusão digital e o movimento do software livre é fundamental para atingir as metas e iniciativas pelo desenvolvimento sustentável do país, de combate à pobreza e a integração social ao mundo informatizado. O software livre contribui para que pessoas de baixa renda também tenham acesso à internet, sem contar que este programa facilita o reaproveitamento de máquinas.
O Projeto Software Livre Brasil é uma iniciativa não governamental que reúne instituições públicas e privadas do Brasil: poder público, universidades, empresários, grupos de usuários, hackers, ONG's.
O principal objetivo é a promoção do uso e do desenvolvimento de software livre como uma alternativa de liberdade de expressão, econômica e tecnológica. Estimulando o uso de software livre, o projeto investe na produção e qualificação do conhecimento local a partir de um novo paradigma de desenvolvimento sustentado e de uma nova postura, que insere a questão tecnológica no contexto da construção de mundo com inclusão social e igualdade de acesso aos avanços tecnológicos. Analisando as vantagens do SL alguns estados já aderiram ao projeto, implantando-o em seus órgãos públicos. A Bahia é uma prova real disso com a implantação do Projeto Software Livre Bahia (PSL-BA).
Na Cartilha de Software Livre projetosoftwarelivre Bahia (2ª edição abril de 2005), diz que:
“O software livre é a nossa chance a tecnologia nossa aliada no desenvolvimento nacional. O governo sensível a essa oportunidade, vem incentivando cada vez mais o uso de Software Livres nas repartições publicas, reduzindo drasticamente os cursos com licenças de software proprietário. Sendo que a economia deste recurso poderá ser redirecionada para investimentos em tecnologia nacional; ou até mesmo para setores mais problemáticos, como a saúde e a educação, minimizando a injustiça social”. (PSL-BA 2005)
Desse modo Empresa Baiana de Água e Saneamento S.A (Embasa), nos dá uma prova concreta de lucros com a migração do software proprietário para o software livre, nos informando que a mesma já economizou entre
Através desta entrevista ficamos sabendo que muitas empresas que fazem uso do software proprietário, fazem uso de um aplicativo Linux, para poder filtrar informações e evitar vírus.
Fazendo uso de suas atribuições, com objetivo de implantar projetos de inclusão digital, como também fazer valer o que está posto nas leis federais e estaduais para garantir aplicações das políticas públicas educacionais, o município de Irecê incluiu e elaborou a Proposta de Ementa à Lei Orgânica de forma a adequar-se ao estatuto da cidade e evitar conflitos com o Plano Diretor, Lei nº 15/2008, o Projeto de Implantação de Software Livre
Antes de o Plano Diretor ficar pronto, Irecê já havia sido contemplado com o uso do SL através do Projeto Conexões Ciberparque Anísio Teixeira, com o Ponto de Cultura e o Tabuleiro Digital.
Com a pesquisa de campo que realizamos percebemos que a utilização do Software Livre para alguns dos nossos entrevistados se deve ao fato de não ter custo e não permitir a pirataria. Alguns vem usando ainda de forma tímida, apenas alguns aplicativos, tanto empresas públicas, quanto as empresas privadas, salvo a EMBASA e o Ponto de Cultura que demonstram segurança e conhecimento ao falar do programa e aplicativos, assim como também das políticas públicas municipais, estaduais e federais.
Capitulo VIII, Da Ciência e da Tecnologia, Art. 15. “São diretrizes especificas do
desenvolvimento da ciência e da tecnologia, articuladas com as demais áreas constantes deste documento e, em especial do titulo III das Diretrizes Especificas para o Desenvolvimento socioeconômico” (PLANO DIRETOR, IRECÊ, 2008): No parágrafo I desse mesmo artigo determina a criação de um centro de pesquisa municipal articulado com as escolas municipais, estaduais, universidades públicas e outros setores públicos e privados, para o desenvolvimento de pesquisas voltadas para o desenvolvimento social. Dessa forma, percebemos que projetos como estes, vêm contribuindo com atividades pedagógicas tanto da rede pública, quanto da rede privada.
Em visita à Escola Municipal José Francisco Nunes, localizada no povoado de Itapicurú, Irecê BA, percebemos claramente a importância do software livre para estudantes e comunidade no acesso a internet em parceria com as atividades pedagógicas. Lá as dificuldades com a manutenção são poucas, pois têm um professor apto para lidar com os programas. Quando necessário, eles chamam pessoas do Ponto de Cultura ou Ciberespaço Anísio Teixeira para ajudar naquilo que estiver fora do alcance de seus tutores.
O professor Nelson Rodrigues da Cruz Junior, demonstra segurança e satisfação quando ao uso do SL no que diz respeito às vantagens do mesmo. Portanto é desenvolvido um trabalho independente na escola de Itapicurú sobre as tecnologias, dando enfoque à comunicação, utilizando o programa LINUX/ubuntu, onde sempre que é acessada a internet, ele fornece as atualizações gratuitamente. E quando surge algum problema com hardware, é fornecida em poucos dias pelo Ponto de Cultura.
Em uma das empresas privadas que visitamos (Lojas Maias), percebemos uma enorme dificuldade por parte tanto da gerência, quanto dos demais funcionários entrevistados. Demonstraram através das respostas às perguntas feitas pelo grupo, insegurança para falar do assunto, falta de conhecimento e desinteresse para divulgação do programa. Os mesmos ainda acrescentaram que, não é interessante para empresa vender um equipamento, com um programa, onde o próprio cliente em poucos dias volta para devolvê-lo, alegando falta de suporte técnico.
Percebemos ainda com as pesquisas de campo nas empresas privadas que fazem uso do SL, o desconhecimento das políticas públicas, voltadas para o programa, tanto no âmbito das esferas municipais, quanto nas estaduais e federais.
Conclusão
Através desta atividade não podemos deixar de salientar o nosso reconhecimento da necessidade de estarmos constantemente estudando para inovar nossos conhecimentos. Nesse sentido, cabe a nós educadores, repensar o contexto fazendo o uso das ferramentas tecnológicas, encarando as problemáticas existentes, sem perder o foco de inserção em um processo de aprendizagem com o objetivo de contribuir com o desenvolvimento intelectual, social e cultural de nossos educandos/as e principalmente dos/as educadores/as que tem um papel fundamental na formação da cidadania.
Neste ponto contamos com a ajuda do Ponto de Cultura que vem desenvolvendo várias ações para a divulgação do SL na região de Irecê, sendo elas através de palestras, oficinas, eventos. Tais ações já foram realizados neste município, como por exemplo, a 1º semana de SL na cidade de Irecê, dentre outros eventos desenvolvidos ao longo de sua existência. Sendo assim, temos a certeza que várias ações estão surgindo, mas, ainda, são poucos os profissionais para dar o suporte necessário, principalmente nas escolas, infocentros, telecentros, entre outros. Nesse contexto, a falta de profissionais capacitados para esses fins, impossibilita a realização de um trabalho com bons resultados de aprendizagens.
Entretanto, percebemos que ainda há ações, pouco articuladas, mas que trouxeram avanços significativos na oferta de acesso. Sentimos a necessidade de maior articulação dessas mesmas ações entre si e, principalmente, com a educação.
Do ponto de vista do grupo embasado em alguns teóricos, o Software Livre é a
principal alternativa dos países pobres para que a inclusão digital de fato se concretize, reduzindo desperdícios e gerando novas atitudes no âmbito econômico e cultural. Para que dessa forma a sociedade possa acompanhar as evoluções tecnológicas, dando condição à expansão do Software que é livre.
Referencias:
LIVRE, Cartilha de Software / projetosoftwarelivre. Bahia, Abril 2005.
PRETTO, Nelson De Luca; SILVEIRA, Sergio Amadeu da. Além das redes de colaboração: internet, diversidade cultural e tecnologias do poder. Salvador: EDUFBA, 2008.
CARTILHA de Software Livre. Salvador: PSL - BA, 2005
Site: www.Softwarelivre.org/thepprojet.php, Maio, 2009.
Site: www.wiki.dcc.ufba.br/PSL/Nascimento PSLB, Maio, 2009.
Um comentário:
É isso jau até q fim terminamos agora é só esperar o q vai acontecer ficou muito bom o seu
xeru
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