domingo, 6 de dezembro de 2009

Apresentação Diario de Ciclo III


Aprendizagem e prática

Começo este diário de ciclo apresentando-me e apresentando a escola na qual trabalho.
Sou Jalcineide Maria Pereira, professora desde o ano de 1996. Iniciei minha carreira na Escola Municipal Cícero Irineu de Brito, em um povoado que se chama Floresta, localizado no município de João Dourado - Bahia. Vim para Irecê em 1997, trabalhei dois anos na Escola Municipal Padre Cicero (1997 e 1998), um ano na escola Municipal Luiz Mario Dourado (1999), quatro anos na escola Municipal Zenália Dourado Lopes (de 1999 a 2003), um ano na Escola Municipal Sinésia Caldeira Bela (2004) e três anos e três meses na Escola Municipal Marcionílio Rosa (de 2005 a 2008). Atualmente estou na Escola Municipal Duque de Caxias como Vice-diretora.
Comecei a trabalhar na Duque de Caxias em 2007 no turno vespertino com uma turma de grupo 07. Nas outras escolas eu trabalhei com turmas de 3º a 5º ano do Ensino Fundamental de Nove Anos e também com turmas de Aceleração do Projeto Acelera Brasil do Instituto Ayrton Senna. Em abril de 2008 fui convidada pela Secretaria Municipal de Educação para a vice direção.
A Escola Municipal Duque de Caxias atualmente está localizada ao lado sul da Rodoviária. Tem uma parte de sua estrutura física que está condenada por ser de madeira podre e com a instalação elétrica inadequada. Nesta parte funcionam: sala de professores, secretaria, um banheiro, um corredor, um quartinho que serve de almoxarifado, uma salinha de espera e quatro salas de aula com pouco espaço. Às vezes as professoras dão aula do lado de fora, pois não tem espaço nem para ir à carteira do/a aluno/a. Próximo a esta estrutura tem uma caixa d' água em cima de um suporte de madeira também apodrecida.
A outra parte é construída de alvenaria, mas tem um problema sério de acústica por conta do desnível de terra. Além disso, as janelas são muito altas, o som e o ar não circulam. Com relação ao espaço, este é amplo. Neste mesmo pavilhão ficam os banheiros dos/as alunos/as, a cantina, a despensa e um quartinho que acomoda materiais didáticos esportivos. Há uma área coberta na frente das salas, mas muito estreita.
Em época de chuva vivemos dias de cão. Não podemos dar intervalo por causa da lama. As merendeiras sobem e descem com as panelas na cabeça para servir a merenda. Nos dias secos é o poeirão que toma conta. As crianças merendam ao relento, disputando o lanche com a poeira. Lutamos pela construção de um muro. Conseguimos! Está quase pronto. Depois desta conquista vimos que nossa luta não foi em vão. A luta agora é pela construção de salas de aula, pátio coberto, quadra de esporte entre outros.
Agora, depois de tanta luta pela construção do muro e de salas com o mínimo de conforto para facilitar a aprendizagem de nossas crianças, este espaço estava prestes a ser transformado em uma Casa de Passagem. E a escola mais uma vez iria mudar para outro espaço enquanto a prefeitura providenciasse um terreno para construção da mesma. O medo de todos nós que compomos esta “família”, é de que isso se tornasse em mais um “conto da carochinha”. Por enquanto não vamos mudar do espaço. Mas essa luta que já tem mais de 20 anos continua. Quem sabe no próximo diário eu possa apresentar o início da construção desta escola, que tem uma longa história desde o seu início, lá no Tiro de Guerra, ao lado da Praça Clériston Andrade (ou Praça do São João).
Penso que quando estamos contentes com as organizações institucionais, tanto no que diz respeito a parte física quanto à humana, temos mais ânimo para escrever, falar e até mesmo disposição para trabalhar. Segundo Demo (2000), ninguém seria contra ambientes mais humanos de trabalho. Se é neles que muitos passam a maior parte de suas vidas. Portanto, vejo a cada dia a necessidade dos educadores/as não apenas serem conhecedores das políticas públicas educacionais, mas participarem também do processo de construção das mesmas.

Nenhum comentário: