UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
FACULDADE DE EDUCAÇÃO/FACED/IRECÊ
CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA ENSINO FUNDAMENTAL/SÉRIES INICIAIS
PRFESSORA: ROSELI SÁ
ATIVIDADE: GEAC
CURSISTA JALCINEIDE MARIA PEREIRA
Fazendo a releitura dos seguintes textos: Memorial de Seleção; Linha do Tempo; baseado no texto de Ricardo Noblat, e Um pouco de lembranças; baseado no texto Que ingá te proteja! De Nina Horta, produzidos por mim neste ciclo, percebi algumas carências e fragilidades como também a necessidade de reformulação. Entre elas faço destaque a algumas:
· A não linearidade dos acontecimentos;
· Faltou situar-me no espaço e no tempo e trazer para os textos acontecimentos locais, nacionais e globais;
· Há falta de teorização contextualizada;
· Descrição de fatos estabelecendo reflexões entre a formação e a prática;
· Valorização cultural;
.Manter o estilo narrativo reflexivo;
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
domingo, 23 de novembro de 2008
A festa da Palavra Escrita
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
FACULDADE DE EDUCAÇÃO/FACED/IRECÊ
CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIAENSINOFUDAMENTAL/SÉRIES NICIAIS
ATIVIDADE: OFICINA DA PALAVRA ESCRITA
PROFESSORA: LÍCIA BELTRÃO
CURSISTA: JALCINEIDE MARIA PEREIRA
A festa da Palavra Escrita
Nunca vi alguém ser tão bem homenageada da forma que Dona Palavra foi. Logo no dia três de novembro de 2008 começaram os preparativos da festa. Da grande festa! O envolvimento de todos e todas cursistas do ciclo um, turma dois do Curso de Pedagogia da (UFBA, Universidade Federal da Bahia) Projeto Irecê.
Eu gostaria de ter me desdobrado para ver a festa nos outros grupos. Dizem que também foram maravilhosas. Mas como eu não as vi, continuo pensando que a nossa foi a melhor. Nesse dia que antecedeu a festa nos dividimos em grupos. Cada grupo com uma atividade para ser feita com o propósito de agradar Dona Palavra, pois nos avisaram que ela é muito exigente. Então, os grupos foram organizados da seguinte forma:
Grupo 1. Lista de convidados;
Grupo 2. Confecção dos convites;
Grupo 3. Decoração;
Grupo 4. Trilha sonora;
Grupo 5. Homenagens;
Grupo 6. Autdoo;
Grupo 7. Telegrama;
Grupo 8. Recital;
Grupo 9. Discurso;
Grupo 10. Cartões;
Grupo 11. Bufê.
Se, esqueci de citar outros grupos perdoe-me, pois eram tantos. Estávamos tão preocupadas (o) com os preparativos que talvez eu tenha deixado de registrar o nome de alguns. Trabalhamos muito, mas não deu tempo terminar. Algumas coisas ficaram para ser terminadas em casa. Como dever de casa ficou também a confecção de um cartão pessoal de cada participante do grupo para homenagear Dona Palavra.
Chegou o tão esperado dia! O dia da festa em homenagem à Dona Palavra. Licía Beltrão, com sua meiguice e criatividade, início com um estratégico texto, creio eu que fora produzido por ela e Paula Moreira (Paulinha). Com um jeito divertido de apresentar. A cada parágrafo lido iam surgindo os grupos e se encaixando no texto sutilmente abrilhantando a festa. Os primeiros a comparecer foram os convites e os convidados, fictícios e reais. Nos convites tinha fragmentos de textos literários e poemas de autores e poetas famosos. O segundo entrou apresentando o jornal com noticias quentinhas. – Adivinha sobre o quê? – A festa de Dona Palavra! Evidentemente. O terceiro chegou arrasando com uma a belíssima decoração do ambiente. Imaginação foi o que não faltou nesse grupo. Fizeram pezinhos com palavras, cartazes com poemas e frases, borboletas, coração. Caminharam entre as palavras com animação.
Chegou à vez do quinto grupo, o do autdoo! Esse foi especial. Foi o meu grupo que fez. Fizemos em tamanho grande. Para chamar mesmo a atenção. Estava escrito: “Festa das Palavras, Local: Entre Vírgulas, Data: 04-11-08, Dia: D, Horário: hora H”.
Homenagens pessoais a Dona Palavra vieram através dos mais lindos cartões confeccionados artesanalmente por cada participante da sexta apresentação. Palavras, palavrinhas e palavrões dedicados à rainha da noite.
Festa sem música não é festa. E essa parte ficou por conta do sétimo grupo. Foram convidados dois rapazes para tocar violão nesse momento. Se cantar foi bom, mais que bom foi ouvir a encantadora Cecília Meirelles fazer a oitava apresentação. A professora que veio de Salvador a convite de Lícia e Paulinha falou da vida da escritora Cecília Meirelles como se fosse a própria autora falando.
Discurso foi o nono grupo a chegar. Parecia até político discursando em palanque. Mas Dana palavra merece as mais belas e bem faladas palavras. Chegaram agora “Chico Buarque e Milton Nascimento cantando cálice”, na décima apresentação. A décima primeira da noite chegou com alegria e entusiasmo recitando maravilhosos poemas de poetas e poetizas como: José Paulo Paes, Roseana Murray, e outros.
Encerrando as homenagens com doces e deliciosos salgados através de criativas receitas com diversos sabores de palavras. No final da festa chega Pro Seco, de mancinho, mas sem perder o gingado Sorteando instrumentos de palavras. Que sorte! Fui à primeira do sorteio. Ganhei O manual da Nova Ortografia. Foram sorteados também: foto, catálogo, cartões grandes e pequenos, textos em tirinhas, revistas, quite de poemas e marcadores.
As formas de agradecimentos de Dona Palavra foram as mais carinhosas possíveis. Notava-se pela qualidade das palavras usadas nos agradecimentos que ela estava muito feliz. Um poema, a música “tarde em Tapuan”, o telegrama em forma de mímica, o texto falando de palavras, palavras, palavras... O chocolate “sem parar” com um fragmento para cada participante desta festa demonstrou a tamanha felicidade de Dona Palavra.
A festa das palavras foi realizada em um momento necessário, em que as palavras parecem voar na hora que a gente mais precisa delas. Estamos a cada dia em nossas atividades do Curso de Licenciatura em Pedagogia Ensino Fundamental/Series Inicias da Universidade Federal da Bahia, precisando refletir sobre a palavra escrita.
“Escrever não é um dom, é um exercício que podemos aperfeiçoar-lo a cada escrita”. Alguém já disse isso, só não lembro quem. Refletir sobre a escrita é muito importante. É urgente e necessário. Como educadores (as) temos o dever de estarmos buscando conhecimentos para aprendermos melhorar nossa escrita e ensinarmos aos nossos alunos e alunas de maneiras mais agradáveis e criativas. Tudo que aconteceu nesses dois dias foi uma grande demonstração disso.Este texto que acabo de escrever me faz refletir no sentido da minha própria escrita, no quanto eu dever melhorar. Preciso encontrar estratégias de como usar as palavras. Pois ainda tenho bastante dificuldade na organização das idéias, deixando as palavras soltas sem dar coerência aos meus textos. Aos poucos sei que posso melhorar. É para diminuir minhas dificuldades que estou pensando em me inscrever em uma atividade que dê seqüência a Oficina da Palavra Escrita no próximo ciclo.
FACULDADE DE EDUCAÇÃO/FACED/IRECÊ
CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIAENSINOFUDAMENTAL/SÉRIES NICIAIS
ATIVIDADE: OFICINA DA PALAVRA ESCRITA
PROFESSORA: LÍCIA BELTRÃO
CURSISTA: JALCINEIDE MARIA PEREIRA
A festa da Palavra Escrita
Nunca vi alguém ser tão bem homenageada da forma que Dona Palavra foi. Logo no dia três de novembro de 2008 começaram os preparativos da festa. Da grande festa! O envolvimento de todos e todas cursistas do ciclo um, turma dois do Curso de Pedagogia da (UFBA, Universidade Federal da Bahia) Projeto Irecê.
Eu gostaria de ter me desdobrado para ver a festa nos outros grupos. Dizem que também foram maravilhosas. Mas como eu não as vi, continuo pensando que a nossa foi a melhor. Nesse dia que antecedeu a festa nos dividimos em grupos. Cada grupo com uma atividade para ser feita com o propósito de agradar Dona Palavra, pois nos avisaram que ela é muito exigente. Então, os grupos foram organizados da seguinte forma:
Grupo 1. Lista de convidados;
Grupo 2. Confecção dos convites;
Grupo 3. Decoração;
Grupo 4. Trilha sonora;
Grupo 5. Homenagens;
Grupo 6. Autdoo;
Grupo 7. Telegrama;
Grupo 8. Recital;
Grupo 9. Discurso;
Grupo 10. Cartões;
Grupo 11. Bufê.
Se, esqueci de citar outros grupos perdoe-me, pois eram tantos. Estávamos tão preocupadas (o) com os preparativos que talvez eu tenha deixado de registrar o nome de alguns. Trabalhamos muito, mas não deu tempo terminar. Algumas coisas ficaram para ser terminadas em casa. Como dever de casa ficou também a confecção de um cartão pessoal de cada participante do grupo para homenagear Dona Palavra.
Chegou o tão esperado dia! O dia da festa em homenagem à Dona Palavra. Licía Beltrão, com sua meiguice e criatividade, início com um estratégico texto, creio eu que fora produzido por ela e Paula Moreira (Paulinha). Com um jeito divertido de apresentar. A cada parágrafo lido iam surgindo os grupos e se encaixando no texto sutilmente abrilhantando a festa. Os primeiros a comparecer foram os convites e os convidados, fictícios e reais. Nos convites tinha fragmentos de textos literários e poemas de autores e poetas famosos. O segundo entrou apresentando o jornal com noticias quentinhas. – Adivinha sobre o quê? – A festa de Dona Palavra! Evidentemente. O terceiro chegou arrasando com uma a belíssima decoração do ambiente. Imaginação foi o que não faltou nesse grupo. Fizeram pezinhos com palavras, cartazes com poemas e frases, borboletas, coração. Caminharam entre as palavras com animação.
Chegou à vez do quinto grupo, o do autdoo! Esse foi especial. Foi o meu grupo que fez. Fizemos em tamanho grande. Para chamar mesmo a atenção. Estava escrito: “Festa das Palavras, Local: Entre Vírgulas, Data: 04-11-08, Dia: D, Horário: hora H”.
Homenagens pessoais a Dona Palavra vieram através dos mais lindos cartões confeccionados artesanalmente por cada participante da sexta apresentação. Palavras, palavrinhas e palavrões dedicados à rainha da noite.
Festa sem música não é festa. E essa parte ficou por conta do sétimo grupo. Foram convidados dois rapazes para tocar violão nesse momento. Se cantar foi bom, mais que bom foi ouvir a encantadora Cecília Meirelles fazer a oitava apresentação. A professora que veio de Salvador a convite de Lícia e Paulinha falou da vida da escritora Cecília Meirelles como se fosse a própria autora falando.
Discurso foi o nono grupo a chegar. Parecia até político discursando em palanque. Mas Dana palavra merece as mais belas e bem faladas palavras. Chegaram agora “Chico Buarque e Milton Nascimento cantando cálice”, na décima apresentação. A décima primeira da noite chegou com alegria e entusiasmo recitando maravilhosos poemas de poetas e poetizas como: José Paulo Paes, Roseana Murray, e outros.
Encerrando as homenagens com doces e deliciosos salgados através de criativas receitas com diversos sabores de palavras. No final da festa chega Pro Seco, de mancinho, mas sem perder o gingado Sorteando instrumentos de palavras. Que sorte! Fui à primeira do sorteio. Ganhei O manual da Nova Ortografia. Foram sorteados também: foto, catálogo, cartões grandes e pequenos, textos em tirinhas, revistas, quite de poemas e marcadores.
As formas de agradecimentos de Dona Palavra foram as mais carinhosas possíveis. Notava-se pela qualidade das palavras usadas nos agradecimentos que ela estava muito feliz. Um poema, a música “tarde em Tapuan”, o telegrama em forma de mímica, o texto falando de palavras, palavras, palavras... O chocolate “sem parar” com um fragmento para cada participante desta festa demonstrou a tamanha felicidade de Dona Palavra.
A festa das palavras foi realizada em um momento necessário, em que as palavras parecem voar na hora que a gente mais precisa delas. Estamos a cada dia em nossas atividades do Curso de Licenciatura em Pedagogia Ensino Fundamental/Series Inicias da Universidade Federal da Bahia, precisando refletir sobre a palavra escrita.
“Escrever não é um dom, é um exercício que podemos aperfeiçoar-lo a cada escrita”. Alguém já disse isso, só não lembro quem. Refletir sobre a escrita é muito importante. É urgente e necessário. Como educadores (as) temos o dever de estarmos buscando conhecimentos para aprendermos melhorar nossa escrita e ensinarmos aos nossos alunos e alunas de maneiras mais agradáveis e criativas. Tudo que aconteceu nesses dois dias foi uma grande demonstração disso.Este texto que acabo de escrever me faz refletir no sentido da minha própria escrita, no quanto eu dever melhorar. Preciso encontrar estratégias de como usar as palavras. Pois ainda tenho bastante dificuldade na organização das idéias, deixando as palavras soltas sem dar coerência aos meus textos. Aos poucos sei que posso melhorar. É para diminuir minhas dificuldades que estou pensando em me inscrever em uma atividade que dê seqüência a Oficina da Palavra Escrita no próximo ciclo.
domingo, 26 de outubro de 2008
Jogo de Domino com registro
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
FACULDADE DE EDUCAÇÃO - COLEGIADO DOS CURSOS DE PEDAGOGIA
ENSINO FUNDAMENTAL / SÉRIES INICIAIS - PROJETO IRECÊ
ATIVIDADE: 2120 TÓPICOS EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA
PROFESSOR:IRON PEDREIRA
CURSISTA: JALCINEIDE MARIA PEREIRA
Escola Municipal Duque de Caxias
Professora: Jalcineide Maria Pereira
Disciplina: Matemática
PLANEJAMENTO
Jogo Dominó com registro
Turma: grupo 10 5º Ano do Ensino Fundamental
Tempo previsto 50 minutos
Atividade: jogo Dominó com registro
Conteúdo:
Seqüência Lógica,
Resolução de Problemas
Objetivos:
criar estratégia com o pensamento rápido;
respeitar a vez de cada jogador;
desenvolver a utilização do pensamento na resolução de problemas por meio do jogo;
compreender a importância do registro na reorganização do jogo
Desenvolvimento:
Um breve histórico do jogo de dominó
O Dominó surgiu na China e sua criação é atribuída a um santo soldado chinês chamado Hung Ming, que viveu de 243 a.C a 182 a.C.O nome provavelmente deriva da expressão latina "domino gratias" ("graças a Deus"), dita pelos padres europeus para assinalar a vitória em uma partida.O jogo é composto de 28 peças (pedras) chatas, retangulares, de madeira, osso, marfim ou matéria plástica, com pontos marcados de zero (vazio) a seis, formando várias combinações.RegrasA forma mais comum de jogar o dominó no Brasil é entre duplas (4 jogadores 2x2), onde cada jogador recebe 7 peças, ou jogar-se em 2 jogadores com 7 pedras cada um e 14 pedras para comprar no caso do oponente não ter a pedra da vez.O primeiro a jogar pode ser por duas regras:* O que tem a pedra 6x6 (barata, carreta, carrilhão, bucha, dozão, carrão) sempre começa a partida, ou* Quem sortear a peça mais alta antes de iniciar a primeira partida iniciará, as demais partidas iniciam no sentido anti-horário a partir deste jogador.O objetivo é baixar todas as peças primeiro, ou fechar o jogo (menos habitual). Jogar para o "fecha" não é modalidade comum nas mais nobres mesas de jogos, sendo permitido somente o "fecha" natural.
O responsável pelo registro ficará atento para registrar a jogada de cada um , em uma tabela xerocopiada com os retângulos em forma de dominó;
terminando o jogo vamos desmontar as peças para reorganizarmos compreendendo a importância do registro
Avaliação:
através do registro;
a participação de cada um nos grupos;
a capacidade de raciocínio lógico;
relato oral sobre a atividade
Relatório:
Atividade do Jogo de Dominó com registro
De inicio pensei em realizar o jogo do Kalah, mais como eu ainda tenho dificuldades em relação as regras fiquei com medo dos alunos/as não compreenderem e ao invés da aula ser interessante poderia ser uma bagunça, pois o segredo do jogo está na compreensão das regras, que professor deverá passá-las de maneira clara e segura.
Escolhi o Dominó com registro primeiro por ser um jogo freqüente no cotidiano dos alunos/as; segundo por eu conhecer e entender as regras como também gostar de jogar, isso facilita a compreensão e o interesse.
Mais o que me fez de fato escolher este jogo para o desenvolvimento em sala de aula foi o registro; pensei na possibilidade de levá-lo para a sala de aula desde o momento que brincamos na atividade:Tópicos em Educação Matemática com o Professor Iron Pedreira. Até então eu não conhecia esta estratégia que agora acho que seja necessário nem só para o jogo de dominó mais também em outros jogos por que faz com que cada participante fique mais atento a cada jogada.
Com o registro mesmo que desorganizem as peças ao terminar a jogada tem como reorganizar analisando o jogo fazendo reflexões sobre as estratégias que utilizaram durante as jogadas já pensando nas seguintes.
Ao chegar com os dominós na sala de aula a turma ficou alegre por ser um jogo conhecido. De inicio os responsáveis pelos registros nos grupos tiveram dificuldades, mas como foi de lápis e podia apagar, da segunda rodada em diante foram se adaptando.
Através desta atividade percebi como é importante trabalhar novas estratégias ampliando o conhecimento e levando o aluno/a a reflexões que possibilitem a aprendizagem matemática com prazer.
Referência:WWW.g4d/jogos-online/dominó.php out/2008
FACULDADE DE EDUCAÇÃO - COLEGIADO DOS CURSOS DE PEDAGOGIA
ENSINO FUNDAMENTAL / SÉRIES INICIAIS - PROJETO IRECÊ
ATIVIDADE: 2120 TÓPICOS EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA
PROFESSOR:IRON PEDREIRA
CURSISTA: JALCINEIDE MARIA PEREIRA
Escola Municipal Duque de Caxias
Professora: Jalcineide Maria Pereira
Disciplina: Matemática
PLANEJAMENTO
Jogo Dominó com registro
Turma: grupo 10 5º Ano do Ensino Fundamental
Tempo previsto 50 minutos
Atividade: jogo Dominó com registro
Conteúdo:
Seqüência Lógica,
Resolução de Problemas
Objetivos:
criar estratégia com o pensamento rápido;
respeitar a vez de cada jogador;
desenvolver a utilização do pensamento na resolução de problemas por meio do jogo;
compreender a importância do registro na reorganização do jogo
Desenvolvimento:
Um breve histórico do jogo de dominó
O Dominó surgiu na China e sua criação é atribuída a um santo soldado chinês chamado Hung Ming, que viveu de 243 a.C a 182 a.C.O nome provavelmente deriva da expressão latina "domino gratias" ("graças a Deus"), dita pelos padres europeus para assinalar a vitória em uma partida.O jogo é composto de 28 peças (pedras) chatas, retangulares, de madeira, osso, marfim ou matéria plástica, com pontos marcados de zero (vazio) a seis, formando várias combinações.RegrasA forma mais comum de jogar o dominó no Brasil é entre duplas (4 jogadores 2x2), onde cada jogador recebe 7 peças, ou jogar-se em 2 jogadores com 7 pedras cada um e 14 pedras para comprar no caso do oponente não ter a pedra da vez.O primeiro a jogar pode ser por duas regras:* O que tem a pedra 6x6 (barata, carreta, carrilhão, bucha, dozão, carrão) sempre começa a partida, ou* Quem sortear a peça mais alta antes de iniciar a primeira partida iniciará, as demais partidas iniciam no sentido anti-horário a partir deste jogador.O objetivo é baixar todas as peças primeiro, ou fechar o jogo (menos habitual). Jogar para o "fecha" não é modalidade comum nas mais nobres mesas de jogos, sendo permitido somente o "fecha" natural.
O responsável pelo registro ficará atento para registrar a jogada de cada um , em uma tabela xerocopiada com os retângulos em forma de dominó;
terminando o jogo vamos desmontar as peças para reorganizarmos compreendendo a importância do registro
Avaliação:
através do registro;
a participação de cada um nos grupos;
a capacidade de raciocínio lógico;
relato oral sobre a atividade
Relatório:
Atividade do Jogo de Dominó com registro
De inicio pensei em realizar o jogo do Kalah, mais como eu ainda tenho dificuldades em relação as regras fiquei com medo dos alunos/as não compreenderem e ao invés da aula ser interessante poderia ser uma bagunça, pois o segredo do jogo está na compreensão das regras, que professor deverá passá-las de maneira clara e segura.
Escolhi o Dominó com registro primeiro por ser um jogo freqüente no cotidiano dos alunos/as; segundo por eu conhecer e entender as regras como também gostar de jogar, isso facilita a compreensão e o interesse.
Mais o que me fez de fato escolher este jogo para o desenvolvimento em sala de aula foi o registro; pensei na possibilidade de levá-lo para a sala de aula desde o momento que brincamos na atividade:Tópicos em Educação Matemática com o Professor Iron Pedreira. Até então eu não conhecia esta estratégia que agora acho que seja necessário nem só para o jogo de dominó mais também em outros jogos por que faz com que cada participante fique mais atento a cada jogada.
Com o registro mesmo que desorganizem as peças ao terminar a jogada tem como reorganizar analisando o jogo fazendo reflexões sobre as estratégias que utilizaram durante as jogadas já pensando nas seguintes.
Ao chegar com os dominós na sala de aula a turma ficou alegre por ser um jogo conhecido. De inicio os responsáveis pelos registros nos grupos tiveram dificuldades, mas como foi de lápis e podia apagar, da segunda rodada em diante foram se adaptando.
Através desta atividade percebi como é importante trabalhar novas estratégias ampliando o conhecimento e levando o aluno/a a reflexões que possibilitem a aprendizagem matemática com prazer.
Referência:WWW.g4d/jogos-online/dominó.php out/2008
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
JAL brincando com NEIDE pra formar JALCINEIDE
Chega JAL vem cá
O CI não consigo encaixar
NEIDE deixe de besteira
Que o CI em JALCINEIDE
Lindo vai ficar
O CI não consigo encaixar
NEIDE deixe de besteira
Que o CI em JALCINEIDE
Lindo vai ficar
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Brincando com as palavras
O jardim
O Jardim é colorido
É o palco da natureza
Embelezador dos cinemas
Para identificar a beleza
Que Deus imaginou
E fez com sutileza.
Jalcineide
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
A nova LDB Ranços e Avanços, Pedro Demo
SINTESE DO TEXTO: LEI SIM, RIGIDA NÃO, OU A MÃO DO SENADOR
O senador Darcy Ribeiro sempre foi resistente, obstinado e teimoso como educador. Ele lutava e defendia seus ideais educacionais. Nunca gostou de se imaginar paradigmático e impor paradigmas aos outros. Talvez o que mais o marcou foi a escola de tempo integral, apenas em parte bem sucedida no estado do Rio de Janeiro e bastante amarrotada após a experiência imprevista de Fernando Collor que decidiu tornar obrigatória ao país inteiro.
Como foi apenas um programa de construção e não exatamente de educação, foi diminuído na direção na direção da atenção integral, em vez de tempo integral, hoje não existe como proposta oficial a não ser nas experiências locais, cercadas de vários problemas, a começar pela difícil manutenção, capacitação de docentes que sejam capazes de trabalhar com uma carga horária maior e salários baixos que não dar para suprir suas necessidades.Pois esta é uma proposta que requer planejamento e organização da estrutura física a estrutura humana .
Vemos que no Art. 34, ao falar da jornada escolar, estabelece pelo menos “quatro horas de trabalho efetivo em sala de aula, sendo progressivamente ampliado o período de permanência na escola “. E no Segundo acrescenta: “O ensino fundamental será ministrado progressivamente em tempo integral, a critério dos sistemas de ensino”. Esse tipo de formulação veio do defensor nacional da escola de tempo integral,mostra claramente o espírito de abertura,que compreende uma lei mais como indicação de caminhos alternativos do que um cerco fechado feito para desincentivar iniciativas.
O texto ficou flexível a várias interpretações, quando diz que a permanência fica “a critério dos sistemas de ensino”, Na prática não temos nenhum critério de ampliação a não ser a boa vontade e interesse por parte de alguns responsáveis. Como muitas outras coisas que são apenas discutidas e colocadas no papel, essa é apenas mais uma delas
O que nos deixa muitas vezes indignados/as é que há muitas leis e pouco cumprimento. Se não existissem as leis talvez fosse uma bagunça maior. Penso que temos culpa no não cumprimento destas, pois não temos coragem de cobrar, e nem de nos convidarmos a participar das elaborações, pouco reivindicamos nossos direitos. A partir do momento que formos conhecedores/as de nossos direitos, exigentes de aberturas para participarmos das reformulações juntamente com a sociedade civil organizada creio que teremos educadores e educandos mais preparados para desenvolver seu papel dentro da sociedade.
Segundo Otaíza Romanelli "Nenhuma lei é capaz, por si só, de operar transformações profundas, por mais avançada que seja, nem tampouco de retardar, também por si só, o ritmo de progresso da sociedade, por mais retrógrada que seja. "
As leis são mal interpretadas ou mal elaboradas? Muitas vezes entendemos uma coisa quando nas entrelinhas quer dizer outra. Faz-se necessário um trabalho mais sistematizado com discussões freqüentes e claras sobre políticas publicas educacionais, começando pelas unidades de ensino envolvendo o poder público (executivo e legislativo), comunidade escolar, bem como profissionais de educação, pais e mães, alunos e alunas em debates e fóruns com finalidade de dar liberdade de organização nos termos da lei (LDB). Quando participamos da construção ou reconstrução de determinadas normas e leis a compreensão torna-se mais fácil.
A LDB mostra-se flexível na proposta da escola de tempo integral, entretanto fixa que a duração mínima é de quatro horas, que devem ser aumentada progressivamente. Essa flexibilidade pode ser surpreendida na parte em que é tratado o “direito à educação e o dever de educar”, podendo-se ressaltar:*a extensão progressiva da obrigatoriedade e da gratuidade ao ensino médio (Art. 4, II)no inciso V do mesmo Art., abri-se a possibilidade de criar “formas alternativas de acesso aos diferentes níveis de ensino, independente da escolarização anterior”, algo um tanto exagerado, mesmo em se tratando do primeiro grau, de todos os modos a lei quer garantir o acesso todos e de todas ao estabelecer o dever do Estado com a educação escolar publica, garantindo o “ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiverem acesso na idade própria”; o exagero estaria em não levar em conta a escolarização anterior, se o aluna ou a aluna não aprendeu, não adianta encobrir isso porque o maior prejudicado é o aluno; esse é um equívoco comum, sobretudo nos “ciclos básicos” que preferem, o fingir que ensina e o fingir que aprende, à aprendizagem efetiva.
Podemos perceber mais uma abertura na parte que trata da “organização da educação nacional” (Art. Oitavo), em que aparece um cuidado ostensivo com um jeito flexível de organizar o sistema:
O artigo 11, que trata da organização da Educação Nacional, prevê a possibilidade dos municípios optarem por se integrar ao sistema estadual de ensino ou de compor com ele um sistema único de ensino de educação básica. No atual contexto, em que a municipalização do Ensino Fundamental está em discussão, a possibilidade de lutarmos pela constituição de um sistema único de educação básica pode se tornar um forte eixo de mobilização da sociedade na perspectiva da garantia de escola pública para todos.
Outras questões também foram recuperadas, mas sabemos da limitação de sua implantação. É o caso da composição da Educação Básica, assim definida no artigo 21: "A Educação escolar compõe-se de: I - Educação básica formada pela educação infantil, ensino fundamental e médio; (...)"
Outro ponto recuperado é o artigo 23 do capítulo que trata da organização da educação básica. O projeto inicial do senador Darcy Ribeiro previa a organização da educação básica dividida em ciclos com terminalidade. O texto atual deixa livre esta organização. Estabelece as formas possíveis de organização da educação básica: séries anuais, períodos semestrais, ciclos, alternância regular de períodos de estudo, grupos não seriados e outras, com base na idade, na competência e em outros critérios, ou por diversas formas de organização sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim mandar. Na prática, o texto (da LDB) ao mostrar alternativas de organização que, por conta do processo de aprendizagem, é válida toda forma de organização que for necessária e útil.
Caso o aluno apresente defasagens de aprendizagem, cabe à escola oferecer estudos adicionais e acompanhar seu desenvolvimento. Todos os procedimentos da escola em relação ao aluno devem estar devidamente registrados e documentados, pois conforme disposto na nova LDB, é competência da escola avaliar o aluno, classificá-lo na série adequada ou reclassificá-lo, se necessário, de acordo com seu projeto pedagógico, independentemente de documentação escolar trazida de outro estabelecimento de ensino.
Se a irregularidade for constatada somente no final do curso ou muitos anos depois de ocorrido o fato, a escola diligenciará no sentido de verificar se o aluno atingiu os objetivos propostos para a série ou para o componente curricular que deixou de cursar.
Em se tratando de matrículas na 1ª série do ensino fundamental ou em cursos supletivos, a escola deve proceder a rigoroso exame da certidão de nascimento, quanto à sua exatidão ou autenticidade. O aluno que concluir, por matrícula irregular, o ensino supletivo sem a idade mínima prevista na legislação, não poderá receber o certificado de conclusão.
Aí está uma clara opção pela formação, prevalecendo esta sobre a informação e que os professores não podem desconhecer nos seus planejamentos. No (art. 24, V), quando a lei vai tratar da verificação do rendimento escolar, afirma ela ainda que os aspectos qualitativos devem prevalecer sobre os quantitativos; ou seja, quantidade é importante, mas qualidade é mais importante.
O ponto mais importante da LDB, pedagogicamente falando, é, sem dúvida, a previsão da existência de uma "proposta pedagógica" que irá nortear o processo pedagógico das escolas e de todos os sistemas de ensino. A proposta pedagógica, elaborada e executada pela própria escola, o que dá a dimensão da sua autonomia, é que vai orientar todo o projeto administrativo e burocrático da escola, além do pedagógico, obviamente. Dessa forma, a proposta pedagógica vai dar origem ao regimento escolar, que é um verdadeiro estatuto da escola; vai subsidiar o plano de gestão, e embasar os planos de trabalho, de curso e de aula da unidade escolar.
A LDB, ao prever que as escolas vão se organizar de acordo com as suas propostas pedagógicas e as normas do respectivo sistema de ensino, fez um vínculo estreito entre o administrativo e o pedagógico, deixando claro, ainda, que este deve prevalecer sobre aquele.
Com toda flexibilidade da lei a cada artigo e parágrafos entendemos que no espaço educacional devemos ter coerência e compromisso. Nada contra e tudo em prol da qualidade de ensino. A questão crucial está relacionada ao campo de competência desta, que o Estado atribui a todos os profissionais da educação. Trata-se de uma exigência que principia com a educação infantil indo até a educação superior, todavia, no espaço institucional a cobrança recai sobre o professor. Mas com remuneração mensal correspondente a um salário mínimo, e carga horária correspondente a vinte horas semanais. Percebendo este salário, o profissional necessariamente tem que buscar uma complementação de renda ficando sem tempo para as atividades complementares.
Contudo ainda se depara com classes de 30 a 40 alunos matriculados nas séries iniciais que vai de primeiro ao quinto ano (muitos repetentes, alguns com distúrbios de aprendizagem, sintomas de hiperatividade, etc.) que não decodificam o código escrito, não cultivam o hábito de ler e desprezam o de ouvir e pesquisar. Não sou contra a inclusão, pelo contrario penso e defendo a inclusão mas de forma organizada com valorização do docente através de capacitações para que venham desenvolver um trabalho com segurança
Referencias bibliográficas
DEMO, Pedro. 1941. A nova LDB Ranços e avanços.Texto: Lei sim, Rígida não, Ou a Mão do Senador.
Site: WWW.adj.com.br,out 2008
Site: WWW.udemo.org.br/Revista PP, out 2008
O senador Darcy Ribeiro sempre foi resistente, obstinado e teimoso como educador. Ele lutava e defendia seus ideais educacionais. Nunca gostou de se imaginar paradigmático e impor paradigmas aos outros. Talvez o que mais o marcou foi a escola de tempo integral, apenas em parte bem sucedida no estado do Rio de Janeiro e bastante amarrotada após a experiência imprevista de Fernando Collor que decidiu tornar obrigatória ao país inteiro.
Como foi apenas um programa de construção e não exatamente de educação, foi diminuído na direção na direção da atenção integral, em vez de tempo integral, hoje não existe como proposta oficial a não ser nas experiências locais, cercadas de vários problemas, a começar pela difícil manutenção, capacitação de docentes que sejam capazes de trabalhar com uma carga horária maior e salários baixos que não dar para suprir suas necessidades.Pois esta é uma proposta que requer planejamento e organização da estrutura física a estrutura humana .
Vemos que no Art. 34, ao falar da jornada escolar, estabelece pelo menos “quatro horas de trabalho efetivo em sala de aula, sendo progressivamente ampliado o período de permanência na escola “. E no Segundo acrescenta: “O ensino fundamental será ministrado progressivamente em tempo integral, a critério dos sistemas de ensino”. Esse tipo de formulação veio do defensor nacional da escola de tempo integral,mostra claramente o espírito de abertura,que compreende uma lei mais como indicação de caminhos alternativos do que um cerco fechado feito para desincentivar iniciativas.
O texto ficou flexível a várias interpretações, quando diz que a permanência fica “a critério dos sistemas de ensino”, Na prática não temos nenhum critério de ampliação a não ser a boa vontade e interesse por parte de alguns responsáveis. Como muitas outras coisas que são apenas discutidas e colocadas no papel, essa é apenas mais uma delas
O que nos deixa muitas vezes indignados/as é que há muitas leis e pouco cumprimento. Se não existissem as leis talvez fosse uma bagunça maior. Penso que temos culpa no não cumprimento destas, pois não temos coragem de cobrar, e nem de nos convidarmos a participar das elaborações, pouco reivindicamos nossos direitos. A partir do momento que formos conhecedores/as de nossos direitos, exigentes de aberturas para participarmos das reformulações juntamente com a sociedade civil organizada creio que teremos educadores e educandos mais preparados para desenvolver seu papel dentro da sociedade.
Segundo Otaíza Romanelli "Nenhuma lei é capaz, por si só, de operar transformações profundas, por mais avançada que seja, nem tampouco de retardar, também por si só, o ritmo de progresso da sociedade, por mais retrógrada que seja. "
As leis são mal interpretadas ou mal elaboradas? Muitas vezes entendemos uma coisa quando nas entrelinhas quer dizer outra. Faz-se necessário um trabalho mais sistematizado com discussões freqüentes e claras sobre políticas publicas educacionais, começando pelas unidades de ensino envolvendo o poder público (executivo e legislativo), comunidade escolar, bem como profissionais de educação, pais e mães, alunos e alunas em debates e fóruns com finalidade de dar liberdade de organização nos termos da lei (LDB). Quando participamos da construção ou reconstrução de determinadas normas e leis a compreensão torna-se mais fácil.
A LDB mostra-se flexível na proposta da escola de tempo integral, entretanto fixa que a duração mínima é de quatro horas, que devem ser aumentada progressivamente. Essa flexibilidade pode ser surpreendida na parte em que é tratado o “direito à educação e o dever de educar”, podendo-se ressaltar:*a extensão progressiva da obrigatoriedade e da gratuidade ao ensino médio (Art. 4, II)no inciso V do mesmo Art., abri-se a possibilidade de criar “formas alternativas de acesso aos diferentes níveis de ensino, independente da escolarização anterior”, algo um tanto exagerado, mesmo em se tratando do primeiro grau, de todos os modos a lei quer garantir o acesso todos e de todas ao estabelecer o dever do Estado com a educação escolar publica, garantindo o “ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiverem acesso na idade própria”; o exagero estaria em não levar em conta a escolarização anterior, se o aluna ou a aluna não aprendeu, não adianta encobrir isso porque o maior prejudicado é o aluno; esse é um equívoco comum, sobretudo nos “ciclos básicos” que preferem, o fingir que ensina e o fingir que aprende, à aprendizagem efetiva.
Podemos perceber mais uma abertura na parte que trata da “organização da educação nacional” (Art. Oitavo), em que aparece um cuidado ostensivo com um jeito flexível de organizar o sistema:
O artigo 11, que trata da organização da Educação Nacional, prevê a possibilidade dos municípios optarem por se integrar ao sistema estadual de ensino ou de compor com ele um sistema único de ensino de educação básica. No atual contexto, em que a municipalização do Ensino Fundamental está em discussão, a possibilidade de lutarmos pela constituição de um sistema único de educação básica pode se tornar um forte eixo de mobilização da sociedade na perspectiva da garantia de escola pública para todos.
Outras questões também foram recuperadas, mas sabemos da limitação de sua implantação. É o caso da composição da Educação Básica, assim definida no artigo 21: "A Educação escolar compõe-se de: I - Educação básica formada pela educação infantil, ensino fundamental e médio; (...)"
Outro ponto recuperado é o artigo 23 do capítulo que trata da organização da educação básica. O projeto inicial do senador Darcy Ribeiro previa a organização da educação básica dividida em ciclos com terminalidade. O texto atual deixa livre esta organização. Estabelece as formas possíveis de organização da educação básica: séries anuais, períodos semestrais, ciclos, alternância regular de períodos de estudo, grupos não seriados e outras, com base na idade, na competência e em outros critérios, ou por diversas formas de organização sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim mandar. Na prática, o texto (da LDB) ao mostrar alternativas de organização que, por conta do processo de aprendizagem, é válida toda forma de organização que for necessária e útil.
Caso o aluno apresente defasagens de aprendizagem, cabe à escola oferecer estudos adicionais e acompanhar seu desenvolvimento. Todos os procedimentos da escola em relação ao aluno devem estar devidamente registrados e documentados, pois conforme disposto na nova LDB, é competência da escola avaliar o aluno, classificá-lo na série adequada ou reclassificá-lo, se necessário, de acordo com seu projeto pedagógico, independentemente de documentação escolar trazida de outro estabelecimento de ensino.
Se a irregularidade for constatada somente no final do curso ou muitos anos depois de ocorrido o fato, a escola diligenciará no sentido de verificar se o aluno atingiu os objetivos propostos para a série ou para o componente curricular que deixou de cursar.
Em se tratando de matrículas na 1ª série do ensino fundamental ou em cursos supletivos, a escola deve proceder a rigoroso exame da certidão de nascimento, quanto à sua exatidão ou autenticidade. O aluno que concluir, por matrícula irregular, o ensino supletivo sem a idade mínima prevista na legislação, não poderá receber o certificado de conclusão.
Aí está uma clara opção pela formação, prevalecendo esta sobre a informação e que os professores não podem desconhecer nos seus planejamentos. No (art. 24, V), quando a lei vai tratar da verificação do rendimento escolar, afirma ela ainda que os aspectos qualitativos devem prevalecer sobre os quantitativos; ou seja, quantidade é importante, mas qualidade é mais importante.
O ponto mais importante da LDB, pedagogicamente falando, é, sem dúvida, a previsão da existência de uma "proposta pedagógica" que irá nortear o processo pedagógico das escolas e de todos os sistemas de ensino. A proposta pedagógica, elaborada e executada pela própria escola, o que dá a dimensão da sua autonomia, é que vai orientar todo o projeto administrativo e burocrático da escola, além do pedagógico, obviamente. Dessa forma, a proposta pedagógica vai dar origem ao regimento escolar, que é um verdadeiro estatuto da escola; vai subsidiar o plano de gestão, e embasar os planos de trabalho, de curso e de aula da unidade escolar.
A LDB, ao prever que as escolas vão se organizar de acordo com as suas propostas pedagógicas e as normas do respectivo sistema de ensino, fez um vínculo estreito entre o administrativo e o pedagógico, deixando claro, ainda, que este deve prevalecer sobre aquele.
Com toda flexibilidade da lei a cada artigo e parágrafos entendemos que no espaço educacional devemos ter coerência e compromisso. Nada contra e tudo em prol da qualidade de ensino. A questão crucial está relacionada ao campo de competência desta, que o Estado atribui a todos os profissionais da educação. Trata-se de uma exigência que principia com a educação infantil indo até a educação superior, todavia, no espaço institucional a cobrança recai sobre o professor. Mas com remuneração mensal correspondente a um salário mínimo, e carga horária correspondente a vinte horas semanais. Percebendo este salário, o profissional necessariamente tem que buscar uma complementação de renda ficando sem tempo para as atividades complementares.
Contudo ainda se depara com classes de 30 a 40 alunos matriculados nas séries iniciais que vai de primeiro ao quinto ano (muitos repetentes, alguns com distúrbios de aprendizagem, sintomas de hiperatividade, etc.) que não decodificam o código escrito, não cultivam o hábito de ler e desprezam o de ouvir e pesquisar. Não sou contra a inclusão, pelo contrario penso e defendo a inclusão mas de forma organizada com valorização do docente através de capacitações para que venham desenvolver um trabalho com segurança
Referencias bibliográficas
DEMO, Pedro. 1941. A nova LDB Ranços e avanços.Texto: Lei sim, Rígida não, Ou a Mão do Senador.
Site: WWW.adj.com.br,out 2008
Site: WWW.udemo.org.br/Revista PP, out 2008
Para refletir
Agir X Reagir
O colunista Sydney Harris conta uma história em que acompanhava um amigo à banca de jornal. O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas como retorno recebeu um tratamento rude e grosseiro. Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, o amigo de Harris sorriu polidamente e desejou um bom fim de semana ao jornaleiro. Quando os dois amigos desceram pela rua, o colunista perguntou: - Ele sempre te trata com tanta grosseria? - Sim, infelizmente é sempre assim. - E você é sempre tão polido e amigável com ele? - Sim, sou. - Por que você é tão educado, já que ele é tão inamistoso com você? - Porque não quero que ele decida como eu devo agir. A implicação desse diálogo é que a pessoa inteira é “seu próprio dono”, que não deve se curvar diante de qualquer vento que sopra. Não é o ambiente que a transforma, mas ela que transforma o ambiente. A pessoa inteira é um Ator e não um Reator.
Extraído do livro "Por que tenho medo de lhe dizer quem sou?" De John Powell
sábado, 11 de outubro de 2008
Ensaiando para meu diário de ciclo
UFBA-UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DA BAHIA
FACED-FACULDADE DE EDUCAÇÃO
PROGRAMA DE FOMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES(AS) DO MUNICIPIO DE IRECÊ/CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGÓGIA PARA SÉRIES INÍCIAIS
JALCINEIDE MARIA PEREIRA
ORIENTAÇÃO-SOLANGE MACIEL
ENSAIANDO PARA MEU DIÁRIO DE CICLO
Aprendendo pra fazer melhor
Escrever deveria ser mais fácil do que falar,pois posso escrever trancada no meu quarto sem que ninguém veja.Ainda não entendi por que tanto medo de escrever:relatórios dos projetos trabalhados em sala de aula,artigos de opinião,relatos diários das aulas, e agora diário de ciclo .Será medo ou preguiça?Cada um(a)tem seu ponto de vista e uma explicação para definir a ausência dos registros.
Dentre tantas atividades geniais com professores(as) excelentes, fico indecisa ao escolher uma para dar início às minhas produções.
Linguagem Fílmica na Educação com a professora Rosane Vieira,foi uma atividade que mexeu muito comigo.Me inscrevi nesta atividade por gostar bastante de assistir à filmes e também de levar filmes para minhas aulas .Muitas vezes com objetivo de trabalhar um determinado conteúdo outras vezes somente para preencher tempo ou como forma de premiação por ter se comportado.Mas,com a aula dessa professora posso ter a certeza de que nunca mais levarei filmes para minhas aulas do jeito que eu levava antes .
Logo de início já fui percebendo que tinha feito uma ótima escolha através da dinâmica com a pergunta feita por Rosane:-O que o grupo quer alcançar com essa atividade?E o grupo certo do que queria respondeu: metodologia, compreensão, interpretação e lúdico.
Com o desenrolar da atividade aprendi um pouco sobre o que são :cinema, fotograme, frame, meios de recursos, estratégias , efeitos, cena ,seqüência, o que é primeiro plano e segundo plano.Importante também é compreender que em um filme não há uma única interpretação, más várias interpretações que levam o espectador a compreensão.E que para compreender um texto tem que conhecer o autor.É mais fácil compreender um filme partindo da própria vivencia e da vivencia do autor.
O filme da nossa aula ou a aula de nosso filme?( Esta foi areflexão que a professora Rosane trouxe para o grupo) É uma reflexão que educadores e educadoras devem fazer ao pensar em levar um filme para sua turma.Pois a parti das discussões feitas no momento compreendi que : o filme da nossa aula, deve ter texto, conteúdo, forma , pretexto com ilustração e acessório. Levando um filme para complemento enriquecedor de um determinado assunto que esteja sendo trabalhando,com certeza chamará a atenção e surtirá efeito. A aula de nosso filme, poderá ser usada apenas para experiência fílmica ou simplesmente para descotração.
Depois dessa atividade vejo que levei muitos filmes para minhas aulas sem pensar no contexto em que meus alunos e minhas alunas estavam inseridos(as), sem pensar no conhecimento que eu deveria ter da vivência do autor, sem proporcionar experiência fílmica. Querendo que meus alunos e alunas tivessem compreensão de uma coisa escolhida por mim apenas por que eu achava que tinha haver com um conteúdo que estava sendo trabalhado.
Filme não é apenas imagem. É som, cor, luz, história, linguagem, cultura, vivência, compreensão, interpretação,diversão, descontração, demonstração.
ROSANE, Vieira e TOURINHO ANTONIETA,Maria. A experiência Fílmica e Formação ressignificando os referenciais teóricos epistemológicos da práxis pedagógica, 2008GOMES,Wilson.A poética do cinema e a questão do método em analise fílmica,2008
FACED-FACULDADE DE EDUCAÇÃO
PROGRAMA DE FOMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES(AS) DO MUNICIPIO DE IRECÊ/CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGÓGIA PARA SÉRIES INÍCIAIS
JALCINEIDE MARIA PEREIRA
ORIENTAÇÃO-SOLANGE MACIEL
ENSAIANDO PARA MEU DIÁRIO DE CICLO
Aprendendo pra fazer melhor
Escrever deveria ser mais fácil do que falar,pois posso escrever trancada no meu quarto sem que ninguém veja.Ainda não entendi por que tanto medo de escrever:relatórios dos projetos trabalhados em sala de aula,artigos de opinião,relatos diários das aulas, e agora diário de ciclo .Será medo ou preguiça?Cada um(a)tem seu ponto de vista e uma explicação para definir a ausência dos registros.
Dentre tantas atividades geniais com professores(as) excelentes, fico indecisa ao escolher uma para dar início às minhas produções.
Linguagem Fílmica na Educação com a professora Rosane Vieira,foi uma atividade que mexeu muito comigo.Me inscrevi nesta atividade por gostar bastante de assistir à filmes e também de levar filmes para minhas aulas .Muitas vezes com objetivo de trabalhar um determinado conteúdo outras vezes somente para preencher tempo ou como forma de premiação por ter se comportado.Mas,com a aula dessa professora posso ter a certeza de que nunca mais levarei filmes para minhas aulas do jeito que eu levava antes .
Logo de início já fui percebendo que tinha feito uma ótima escolha através da dinâmica com a pergunta feita por Rosane:-O que o grupo quer alcançar com essa atividade?E o grupo certo do que queria respondeu: metodologia, compreensão, interpretação e lúdico.
Com o desenrolar da atividade aprendi um pouco sobre o que são :cinema, fotograme, frame, meios de recursos, estratégias , efeitos, cena ,seqüência, o que é primeiro plano e segundo plano.Importante também é compreender que em um filme não há uma única interpretação, más várias interpretações que levam o espectador a compreensão.E que para compreender um texto tem que conhecer o autor.É mais fácil compreender um filme partindo da própria vivencia e da vivencia do autor.
O filme da nossa aula ou a aula de nosso filme?( Esta foi areflexão que a professora Rosane trouxe para o grupo) É uma reflexão que educadores e educadoras devem fazer ao pensar em levar um filme para sua turma.Pois a parti das discussões feitas no momento compreendi que : o filme da nossa aula, deve ter texto, conteúdo, forma , pretexto com ilustração e acessório. Levando um filme para complemento enriquecedor de um determinado assunto que esteja sendo trabalhando,com certeza chamará a atenção e surtirá efeito. A aula de nosso filme, poderá ser usada apenas para experiência fílmica ou simplesmente para descotração.
Depois dessa atividade vejo que levei muitos filmes para minhas aulas sem pensar no contexto em que meus alunos e minhas alunas estavam inseridos(as), sem pensar no conhecimento que eu deveria ter da vivência do autor, sem proporcionar experiência fílmica. Querendo que meus alunos e alunas tivessem compreensão de uma coisa escolhida por mim apenas por que eu achava que tinha haver com um conteúdo que estava sendo trabalhado.
Filme não é apenas imagem. É som, cor, luz, história, linguagem, cultura, vivência, compreensão, interpretação,diversão, descontração, demonstração.
ROSANE, Vieira e TOURINHO ANTONIETA,Maria. A experiência Fílmica e Formação ressignificando os referenciais teóricos epistemológicos da práxis pedagógica, 2008GOMES,Wilson.A poética do cinema e a questão do método em analise fílmica,2008
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Produção Livre
Não imaginava que a atividade 2163 Produção Livre I: a diversidade de linguagens na produção do conhecimento com o professor Ney Wendell fosse tão dinâmica e interessante o quanto foi.Em um único dia (sábado),adquirimos tanto conhecimento de maneira agradável sem demonstramos cansaço, muito menos mau humor. Acredito que como eu, todo o grupo ficou com água na boca querendo mais.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Comunidades Virtuais
As comunidades virtuais tem crescido surpreendentemente sem limitar fronteiras, nem espaços ,aproximando e estabelecendo relações entre os usuários nos diversos contextos sociais.Com a globalização aumentou a necessidade do uso expansivo dos computadores com seus programas cada dia mais sofisticados, fazendo com que diminua as possibilidades sócio afetivas entre as pessoas.Com todo desenvolvimento do mundo virtual também tem crescido as preocupações com o mau uso dos programas que vem acontecendo de maneira assustadoura.
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Reseha do filme:Quanto vale ou é por quilo?
QUANTO VALE OU É POR QUILO?
“ A DESVALORIZAÇÃO DAS BAIXAS CLASSES SOCIAIS”
Quanto vale ou é por quilo? Direção : Sérgio Bianchi. Roteiro: Sérgio Bianchi, Eduardo Benaim e Niwton Cannito. Rio de Janeiro: Europa Filmes, 2005.
Sergio Luís Bianchi é filho de Rauly Bianchi e irmão de Raul Bianchi, todos fotógrafos. Sergio estudou cinema em Curitiba e em São Paulo, onde se formou na Escola de Comunicações e Artes da USP. Em 1972 estreou seu primeiro filme longa metragem comercial: Maldita Coincidência no ano de 1979. Bianchi tornou-se célebre como um cineasta de crítica mordaz a burocracia, à burrice institucional, às mazelas da sociedade brasileira, em 1982 com o filme: Mato Eles? Ganhador do prêmio de melhor direção no Festival de Gramado e do Grande Prêmio do Festival de Cinema da Cidade do México ,em 1985. Em 1999, foi lançado o seu filme mais conhecido, Cronicamente Inviável, em 1994 A Causa Secreta, em 1988 Romance. Finalmente, em 2004, dirigiu Quanto vale ou é por quilo?
Esse filme retrata a dura realidade que o país enfrenta ao longo dos anos, mudando apenas as personagens e os cenários. Trazendo de maneira visível e reflexiva algumas questões sociais gritantes como: a desvalorização do ser humano, o abuso de poder, o mau uso do dinheiro público. Organizadores de ONGs que implantam projetos para beneficiar as camadas sociais mais baixas, quando na verdade esses projetos só beneficiam aos próprios organizadores deixando de lado os menos favorecidos, fortalecendo apenas mais uma indústria de caridade, na disputa por migalhas e mostrando de forma clara a escravidão que ainda existe no Brasil.
O filme: Quanto vale ou é por quilo? constrói uma aproximação do expectador com o passado e o presente num contraste de imagens, cores, luzes e sonorização que facilita a compreensão da mensagem que o autor quer transmitir.
Os atores foram formidáveis em cada representação e questionamentos, incorporando as personagens de forma convincente da real situação desse país. O Brasil precisa de pessoas com a mesma coragem de Sergio Bianchi para mostrar as mazelas que vivem o povo brasileiro.
Penso que é preciso assistir mais filmes como esse para dar-me conta do uso e abuso dessa nova indústria que gerencia a miséria e os miseráveis do Brasil . O documentário expõe de forma objetiva a atual situação do país e é diante dessa objetividade que fico a questionar-me: Como é duro admitir que faço parte dessa demanda social e cultural, onde a corrupção e interesses pessoais correm soltos! Também fico a questionar-me: é mais cômodo fechar os olhos para tudo isso ou enfrentar os que estão com o poder ou gerenciando-o?
Tive uma vivência fílmica, principalmente nas cenas que retratam o descaso social quando faz um paralelo com a antiga escravidão e foi percebível o quanto ainda existem oprimidos e opressores de forma camuflada, mas existente. O que fez com eu lembrasse da época que era contratada na Rede Municipal de Educação de Irecê, onde muitas vezes eu tive que calar a boca diante de algumas situações para não perder o emprego.
Não é fácil propor o filme Quanto vale ou é por quilo?, para crianças de primeiro e segundo ciclos por ele abordar questões nas quais as crianças ainda não têm maturidade suficiente para compreender. Contudo, acredito que indiretamente retratando o conteúdo com uma linguagem mais simples trazendo o assunto como a questão das ONGs, a miséria e a pobreza, aproximando os alunos e alunas desse contexto social através de outros recursos, tais como: textos, visitas à ONGs existentes na cidade, recomendações para assistirem programas de televisão. Com cuidado e estratégias bem elaboradas, possa ser trabalhado no segundo ciclo.
ROSANE, Vieira e TOURINHO ANTONIETA,Maria. A experiência Fílmica e Formação ressignificando os referenciais teóricos epistemológicos da práxis pedagógica, 2008
GOMES,Wilson.A poética do cinema e a questão do método em analise fílmica,2008
Site:www.conciencia.br/resenhas,set,2008
Site:www2.anhembi.br,set, 2008Site:forum.darkside.com.br, set, 2008
“ A DESVALORIZAÇÃO DAS BAIXAS CLASSES SOCIAIS”
Quanto vale ou é por quilo? Direção : Sérgio Bianchi. Roteiro: Sérgio Bianchi, Eduardo Benaim e Niwton Cannito. Rio de Janeiro: Europa Filmes, 2005.
Sergio Luís Bianchi é filho de Rauly Bianchi e irmão de Raul Bianchi, todos fotógrafos. Sergio estudou cinema em Curitiba e em São Paulo, onde se formou na Escola de Comunicações e Artes da USP. Em 1972 estreou seu primeiro filme longa metragem comercial: Maldita Coincidência no ano de 1979. Bianchi tornou-se célebre como um cineasta de crítica mordaz a burocracia, à burrice institucional, às mazelas da sociedade brasileira, em 1982 com o filme: Mato Eles? Ganhador do prêmio de melhor direção no Festival de Gramado e do Grande Prêmio do Festival de Cinema da Cidade do México ,em 1985. Em 1999, foi lançado o seu filme mais conhecido, Cronicamente Inviável, em 1994 A Causa Secreta, em 1988 Romance. Finalmente, em 2004, dirigiu Quanto vale ou é por quilo?
Esse filme retrata a dura realidade que o país enfrenta ao longo dos anos, mudando apenas as personagens e os cenários. Trazendo de maneira visível e reflexiva algumas questões sociais gritantes como: a desvalorização do ser humano, o abuso de poder, o mau uso do dinheiro público. Organizadores de ONGs que implantam projetos para beneficiar as camadas sociais mais baixas, quando na verdade esses projetos só beneficiam aos próprios organizadores deixando de lado os menos favorecidos, fortalecendo apenas mais uma indústria de caridade, na disputa por migalhas e mostrando de forma clara a escravidão que ainda existe no Brasil.
O filme: Quanto vale ou é por quilo? constrói uma aproximação do expectador com o passado e o presente num contraste de imagens, cores, luzes e sonorização que facilita a compreensão da mensagem que o autor quer transmitir.
Os atores foram formidáveis em cada representação e questionamentos, incorporando as personagens de forma convincente da real situação desse país. O Brasil precisa de pessoas com a mesma coragem de Sergio Bianchi para mostrar as mazelas que vivem o povo brasileiro.
Penso que é preciso assistir mais filmes como esse para dar-me conta do uso e abuso dessa nova indústria que gerencia a miséria e os miseráveis do Brasil . O documentário expõe de forma objetiva a atual situação do país e é diante dessa objetividade que fico a questionar-me: Como é duro admitir que faço parte dessa demanda social e cultural, onde a corrupção e interesses pessoais correm soltos! Também fico a questionar-me: é mais cômodo fechar os olhos para tudo isso ou enfrentar os que estão com o poder ou gerenciando-o?
Tive uma vivência fílmica, principalmente nas cenas que retratam o descaso social quando faz um paralelo com a antiga escravidão e foi percebível o quanto ainda existem oprimidos e opressores de forma camuflada, mas existente. O que fez com eu lembrasse da época que era contratada na Rede Municipal de Educação de Irecê, onde muitas vezes eu tive que calar a boca diante de algumas situações para não perder o emprego.
Não é fácil propor o filme Quanto vale ou é por quilo?, para crianças de primeiro e segundo ciclos por ele abordar questões nas quais as crianças ainda não têm maturidade suficiente para compreender. Contudo, acredito que indiretamente retratando o conteúdo com uma linguagem mais simples trazendo o assunto como a questão das ONGs, a miséria e a pobreza, aproximando os alunos e alunas desse contexto social através de outros recursos, tais como: textos, visitas à ONGs existentes na cidade, recomendações para assistirem programas de televisão. Com cuidado e estratégias bem elaboradas, possa ser trabalhado no segundo ciclo.
ROSANE, Vieira e TOURINHO ANTONIETA,Maria. A experiência Fílmica e Formação ressignificando os referenciais teóricos epistemológicos da práxis pedagógica, 2008
GOMES,Wilson.A poética do cinema e a questão do método em analise fílmica,2008
Site:www.conciencia.br/resenhas,set,2008
Site:www2.anhembi.br,set, 2008Site:forum.darkside.com.br, set, 2008
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
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